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Conferência: Presidente da OAB-ES homenageia Marcelo Lavenère

Publicado em 17 de Agosto de 2012 • 00:08

Conferência: Presidente da OAB-ES homenageia Marcelo Lavenère

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, prestou homenagem ao membro honorário vitalício do Conselho Federal, Marcelo Lavenère,  em sua passagem por Vitória na última semana para participar como palestrante da V Conferência Internacional de Direitos Humanos. O presidente da Seccional entregou a Lavenère  de uma reprodução do  cartaz  a XIV Conferência Nacional dos Advogados, realizada em Vitória em 1992. Na  ocasião, Lavenère estava na Presidência do  Conselho.

Realizar a XIV Conferência Nacional dos Advogados em Vitória foi um desafio para a Seccional, assim como foi sediar agora a V Conferência Internacional de Direitos Humanos.

Marcelo Lavenèreficou conhecido nacionalmente quando liderou, junto com o jornalista Barbosa Lima Sobrinho, o pedido de impeachment do conterrâneo Fernando Collor de Mello. Antigo militante em favor dos direitos humanos, Levenère é o presidente da Comissão de Anistia, encarregada de reconhecer a condição de anistiados políticos e conceder-lhes indenização do Estado. Junto com 17 conselheiros voluntários, ele tem pela frente uma montanha de 33 mil processos com pedidos desse tipo. Para evitar um julgamento sem fim, Lavenère defende que se fixe um prazo para que a comissão receba novos pedidos. 

Na V Conferência Internacional de Direitos Humanos ele falou sobre o tema “Mídia e Democracia.

“Para que os direitos humanos sejam preservados, é preciso que todos conheçam esses direitos. Todo nosso esforço para discussão do tema não rende nem 15 segundos na televisão, por exemplo”, ressaltou o ex-presidente nacional da OAB, argumentando que, sem divulgação suficiente na mídia, o trabalho em defesa dos direitos humanos não surte o efeito esperado pelos militantes da área.

Ainda no entendimento de Lavenère, como a concessão do direito de transmissão de rádio e TV no Brasil é pública, o conteúdo transmitido deve levar em consideração os interesses da sociedade e, principalmente, de grupos como crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e outros. “O espaço para rádios e TVs é público, é apenas concedido. Essa concessão tem que ser republicana.”

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