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Publicado em 03 de Junho de 2013 • 15:31
Os membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) estão realizando visitas em todos os presídios do Estado. O objetivo é fazer um levantamento, um raio x dos presídios, para cobrar melhorias e saber de que forma a comunidade também pode contribuir para a vida da população carcerária.
A superlotação, a falta de atendimento à saúde dos presos e má alimentação são os principais problemas encontrados até o momento. “O excesso de presos nas celas é um ponto gravíssimo. A superlotação decorre de vários outros problemas. Além disso, a falta de atendimento psicológico, odontológico e outras especialidades é relatada pelos detentos. Por mais que digam que existam médicos, esse atendimento não é feito de forma adequada. Temos um exemplo no CDPV II de Viana. Existia uma cadeira de dentista disponível na unidade, só que a cadeira estava quebrada há meses, então, o Estado, mantém um dentista, mas ele não pode trabalhar porque a cadeira não funciona”, afirma Nara Borgo, presidente da Comissão da Ordem.
Segundo Nara Borgo, as providências mais urgentes a serem tomadas já serão exigidas pela Comissão, como no caso da comida servida. “Constatamos que a alimentação é muito ruim, inclusive recebemos, em janeiro, um laudo da Vigilância Sanitária comprovando que a comida fornecida em alguns presídios não é própria para consumo humano. Isso é um absurdo e é uma realidade percebida visualmente, quando vemos os alimentos e sentimos o cheiro, mas, até então, não tínhamos um laudo técnico, só que agora temos”, ressalta a presidente da Comissão.
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