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Publicado em 19 de Dezembro de 2016 • 15:18
A primeira reunião da Comissão Especial de Direito de Família da OAB-ES já revelou alguns aspectos que devem ser objeto de trabalho ao longo do ano de 2017. Os advogados apresentaram situações de dificuldade do dia a dia e sugestões, dando uma amostra do que a advocacia da área de família espera da atuação da Ordem e como será a interlocução com o Poder Judiciário.
O presidente da Comissão, José Eduardo Coelho Dias, pontuou que esteve muito evidente nas falas durante a reunião a necessidade de melhorar as opções para capacitação e formação do profissional de direito de família no Espírito Santo, com congressos e cursos específicos a área.
“O direito de família tem sido visto como um sub-ramo do direito cível e precisamos mudar isso, dando a relevância que essa área efetivamente tem na sociedade. O advogado de família é, acima de tudo, um conciliador, ele vai fazer com que no momento do litígio as pessoas envolvidas entendam que os laços parentais precisam prevalecer apesar da dissolução do casal e que as pessoas não precisam ficar inimigas. O advogado ético na área de família tem que levar essa relação sempre em consideração”, ressaltou José Eduardo Coelho.
Segundo o advogado, Hélio Sischini de Carli, que é membro da diretoria do IBDEFAM, no direito de família, o profissional tem que reservar um tempo de atendimento bem maior ao cliente, pois precisa filtrar delicadamente se realmente é um caso que precisa ser levado pra justiça. “A gente tem que estudar todos os ramos do direito como cível, tributário, empresarial e outros ramos fora do direito, porque temos que entender um pouco de psicologia, assistência social e conciliação para atender as pessoas da melhor maneira possível e com total equilíbrio”, afirmou.
Durante a reunião um dos destaques que foi o interesse que a advocacia jovem manifestou com a presença de muitos advogados em início de carreira.
Para saber o dia da próxima reunião em 2017 o advogado interesse pode acompanhar a programação no site da Ordem.
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