Notícias

Coletivo Fazendo Direito promove nesta quinta, dia 6, a palestra Desencarceramento e Abolicionismo Penal com a júiza Maria Lúcia Karam

Publicado em 05 de Dezembro de 2012 • 17:02

Coletivo Fazendo Direito promove nesta quinta, dia 6, a palestra Desencarceramento e Abolicionismo Penal com a júiza Maria Lúcia Karam

O Coletivo Fazendo Direito realiza, nesta quinta-feira (6), a palestra “Desencarceramento e Abolicionismo Penal” a ser ministra pela juíza Maria Lúcia Karam, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.  A discussão em torno do assunto vai acontecer no salão de eventos da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, às 19 horas.

A palestra tem o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES), da Escola Superior de Advocacia (ESA/OAB-ES), do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-ES) e da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Vitória (SEMCID).

Segundo o coordenador geral do Coletivo Fazendo Direito, Gilvan Vitorino, uma das finalidades da organização é buscar a superação da pena privativa de liberdade. “Em 12 anos, a população carcerária cresceu de dois mil para 15 mil. Temos que estudar medidas para o desencarceramento e não nos preocuparmos na construção de presídios. Esse é um debate que precisa ser desenvolvido no Estado”, destaca Gilvan Vitorino.

A magistrada defende a abolição da prisão. “A luta pela abolição do sistema penal é uma luta pela liberdade”, afirma. Em entrevista concedida ao site DAR (Coletivo Desentorpecendo a Razão), a juíza Maria Lúcia Karam diz que a intervenção do sistema penal, além de provocar danos e dores, é sempre inútil, tardia, chegando depois que o evento indesejável já ocorre. “A intervenção do sistema penal deve ser substituída por mecanismos formais e informais de controle como família, escola, igrejas, sistemas de saúde e muitos outros”.

A palestra, aberta ao público, pretende atingir, principalmente, pessoas que trabalham diretamente com o sistema penal, como advogados criminalistas, juízes, promotores, delegados, agentes penitenciários, mas todos podem participar.

Não é necessário fazer inscrição. O salão tem capacidade para 220 pessoas.

A organização Coletivo Fazendo Direito foi criada em março deste ano, voltada para um saber jurídico, e presta assistência, auxílio e assessoria jurídica para as entidades de defesa de direitos humanos da sociedade civil. O objetivo não é substituir a defensoria pública, mas ser um aliado a mais na luta pelos direitos humanos. 

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Nota de Desagravo Público

NOTÍCIAS

Nota de Desagravo Público

A advocacia não reivindica privilégios. Exige apenas o respeito institucional que a Constituição da República, a Lei nº 8.906, de 1994, e o E...

Precedentes tributários, IA e independência da magistratura

ARTIGO

Precedentes tributários, IA e independência da magistratura

Desafio não é resistir à tecnologia, mas garantir segurança jurídica, independência do magistrado e confiança no Judiciário

Congresso Estadual da Advocacia terá ministros do STF e do TST entre os principais destaques em Vitória

CONGRESSO ESTADUAL

Congresso Estadual da Advocacia terá ministros do STF e do TST entre os principais destaques em Vitória

O encontro reunirá ministros, juristas e professores para debater os desafios da Justiça contemporânea

Convites para a 2ª edição da Festa da Advocacia já podem ser adquiridos

FESTA DA ADVOCACIA

Convites para a 2ª edição da Festa da Advocacia já podem ser adquiridos

A programação contará com cinco horas de churrasco, open bar, van de chopp com diversos sabores e atrações musicais ao longo da noite.