Notícias

CDH colhe denúncia sobre possível irregularidade em desapropriação de terreno em Vila Velha

Publicado em 23 de Outubro de 2009 • 18:21

CDH colhe denúncia sobre possível irregularidade em desapropriação de terreno em Vila Velha
Vitória, 23/10/2009 - A OAB-ES, por meio da Comissão de Direitos Humanos (CDH), participou de uma reunião na tarde desta sexta-feira (23, para avaliar uma denúncia que envolve a suspeita de um erro sobre uma desintegração de posse, em uma área do bairro Vila Guaranhuns, Vila Velha.

Compradores dos terrenos e a advogada do caso, Nair Dias Bragança, se reuniram com o presidente da CDH, André Luiz Moreira, e o padre atuante nos Direitos Humanos, Kélder José Brandão para relatar todos os detalhes do processo que está sob análise do presidente da Seccional, Antonio Augusto Genelhu Junior, que designou Moreira para dar prosseguimento às averiguações.

Na reunião, a advogada explicou que a Superintendência de Projetos Industriais do Estado (Suppin) alega que o terreno vendido aos moradores é de sua propriedade, e que algumas casas construídas no local foram demolidas. O caso, em trâmite na Justiça do Estado desde 2005, teve um desfecho há cerca de quatro meses, quando o TJES determinou a demarcação para definir as áreas pertencentes à Suppin, aos vendedores dos terrenos e aos compradores. De acordo com a advogada, a decisão não foi cumprida pela Vara da Fazenda Pública de Vila Velha, e o Suppin ameaça tomar o local.

No processo do caso, a advogada disse, ainda, que todos os compradores tem documentos que legitimam as compras e que o terreno pertencente à Suppin ficam no bairro Vale Encantado e não em Vale Guaranhuns.

No encontro, o presidente da CDH reforçou o apoio da Ordem no caso, e que a Comissão vai enviar ofícios ao Ministério Público e à Suppin convidando para uma reunião sobre o caso. A Comissão também fará uma inspeção no terreno, no próximo dia 7, e irá até o cartório onde o terreno está registrado para checar situação jurídica. Os compradores do terreno também planejam uma manifestação no dia 6, para chamar a atenção das autoridades para o caso.

"Vamos conversar com o Ministério Público Estadual que é o responsável nesses casos. Caso o órgão não assuma, vamos ingressar como assistentes no processo", explicou Moreira.

 

Foto: Katyúscia Campana

NOTÍCIAS RELACIONADAS

OAB-ES alerta para golpe do falso advogado e orienta população sobre como se proteger

FALSO ADVOGADO

OAB-ES alerta para golpe do falso advogado e orienta população sobre como se proteger

Com mais de 1.300 denúncias recebidas, Ordem intensifica ações contra fraudes

OAB-ES entrega sala de apoio à advocacia reestruturada no Fórum de Ibatiba

REESTRUTURAÇÃO

OAB-ES entrega sala de apoio à advocacia reestruturada no Fórum de Ibatiba

Espaço foi renovado e agora oferece mais conforto, equipamentos e privacidade para o atendimento de advogados e advogadas no Caparaó capixaba.

TJES concede prisão domiciliar a advogada após atuação da OAB-ES

PRERROGATIVAS EM AÇÃO

TJES concede prisão domiciliar a advogada após atuação da OAB-ES

Decisão ocorre após apresentação de documentos, sustentação oral e diligência para verificar irregularidades nas condições de custódia.

OAB-ES aciona a Justiça contra captação irregular de clientes em serviços previdenciários

CAPTAÇÃO IRREGULAR DE CLIENTES

OAB-ES aciona a Justiça contra captação irregular de clientes em serviços previdenciários

Ação Civil Pública busca impedir o exercício de atividades privativas da advocacia por empresas não habilitadas e combater práticas de concor...