Consciência Negra

1ª Reunião da Comissão de Igualdade Racial tem presença de movimentos sociais

Publicado em 05 de Fevereiro de 2020 • 14:53

1ª Reunião da Comissão de Igualdade Racial tem presença de movimentos sociais
A OAB-ES realizou a 1ª reunião da Comissão de Igualdade Racial com presença de movimentos sociais e coletivos negros.

Formada por jovens advogados, em especial por mulheres negras, iniciou os trabalhos buscando diálogo com a sociedade em defesa da igualdade racial.

Neste primeiro encontro, estiveram presentes o Movimento Negro Unificado, a Coordenação Nacional da Entidade Negra, a UNEGRO, o Museu Capixaba do Negro, a NEGRADA/UFES, a Esperança Garcia/UFES, a Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado do Espírito Santo, Instituto Beco das Pretas, FEJUNES.

A Comissão foi instituída pela Ordem em 2020. A reunião foi aberta pelo presidente, Pedro Henrique Henrique Ramos, que agradeceu a presença de todos.
“A Comissão de Igualdade Racial é, antes de mais nada, um local de acolhimento à Advocacia Negra e, principalmente, um espaço de poder que se colocará sempre à disposição dos movimentos sociais no que se refere à promoção da Igualdade Racial. Enquanto negritude nas ruas, deparamo-nos com os nossos irmãos e irmãs sofrendo toda sorte de preconceito, violações e, pior ainda, agressões, e isso não deve ser tolerado. Enquanto advocacia negra, todos os dias enfrentamos nos fóruns, penitenciárias e demais órgãos públicos, o racismo institucional, o que além de absurdo, por estarmos ali na condição de trabalhadores, como qualquer serventuário, é repugnante, pois ainda se impera no Brasil, e em especial no Espírito Santo, a máxima de que “a carne mais barata do mercado é a carne negra,” destacou.



O presidente afirmou ainda que é preciso reconhecer o racismo, assumi-lo e denunciá-lo. “Nesse sentido, a Comissão de Igualdade Racial se manterá vigilante e combativa, dialogando com o Poder Público, com os movimentos sociais, sempre com a intenção de tornar a sociedade um lugar mais justo, fraterno e igual para os nossos irmãos”, registrou.

A vice-presidente da Comissão, Carolina Prado, também falou sobre as lutas: “É nosso dever e de todas as mulheres que compõem a comissão fazer algo para mudar o contexto em que vivemos. Existem demandas cujo risco é a própria vida. No Espírito Santo temos o maior índice de violência contra a mulher, isso no Estado que deu origem ao botão do pânico”, informou.

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