Campanha

Sinal Vermelho: OAB-ES adere Campanha do CNJ que ajuda vítimas de violência doméstica na pandemia



Mulheres em situação de violência são, infelizmente, uma realidade no Brasil e, em tempos de isolamento, elas enfrentam mais um problema: a dificuldade em denunciar os agressores. Diante desse cenário, a OAB-ES, por meio da Comissão da Mulher Advogada, aderiu à campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica.

A ação foi lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e busca ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país.

As denúncias de violência contra a mulher seguem sendo feitas pelo Disque 180, no entanto, as mulheres ganharam mais um local para pedirem ajuda. As farmácias estão sendo orientadas para entenderem o #sinalvermelho desenhado nas mãos como pedido de socorro.


Devemos ponderar que estamos em momento crítico, aguçado com o distanciamento social recomendado, ocasião em que as pessoas são estimuladas a ficarem em casa. Isso coloca, por maior quantidade de tempo, o agressor doméstico em convívio com a vítima.

Segundo informa o sítio eletrônico da ONU, desde os primórdios da declaração de situação de pandemia, recomendou-se aos países aumentar o investimento em serviços on-line e em organizações da sociedade civil; garantir que os sistemas judiciais continuem processando os agressores; estabelecer sistemas de alerta de emergência em farmácias e mercados. Também recomenda declarar abrigos para vítimas de violência de gênero como serviços essenciais; criar maneiras seguras para as mulheres procurarem apoio, sem alertar seus agressores; evitar libertar prisioneiros condenados por violência contra mulheres; ampliar campanhas de conscientização pública, principalmente as voltadas para homens e meninos.

“A OAB tem estado presente em todos os debates que discutem a temática, bem como auxiliado na divulgação dos canais de denúncia. Por isso, estarmos juntos nesta importante campanha que veio a facilitar o pedido de socorro de mulheres que sequer podem usar o telefone dentro de casa para denunciar sem que sejam descobertas pelo agressor que, na maioria das vezes, está ao seu lado. A farmácia é local neutro e vai auxiliar muito neste momento de pandemia”, explicou a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Livia Cipriano Dal Piaz.
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