II Encontro da Jovem Advocacia começa com auditório lotado e fala de Era Digital e Morosidade

Os participantes do II Encontro da Jovem Advocacia Capixaba lotaram o auditório do evento que acontece até a noite desta sexta-feira (22) com palestras de profissionais de todo o Brasil e do Espírito Santo.

Para o presidente da Subseção de Cacheiro de Itapemirim, onde foi instituída a primeira CAIC, e coordenador do Colégio de Presidentes da OAB-ES, Robson Louzada, este é um momento de formação continuada não só para os jovens advogados, mas também para todos os profissionais. “Eu acredito que o Encontro vai perpetuar como um evento tradicional. A Jovem Advocacia se sente valorizada e prestigiada, além de ser um momento de formação continuada para todos os advogados, porque o conhecimento é importante para todo mundo. É também uma oportunidade para troca de ideias e experiências. É um grande evento que vai marcar a advocacia capixaba”, frisou.

Durante a primeira palestra da advogada Lara Selem, os participantes puderam obter conhecimento sobre pontos relacionados a “era digital na advocacia”. A palestrante ponderou em sua exposição que “o advogado do futuro não pode ter medo do novo, que vai vir independente do seu medo. Precisamos aceitar o novo e aprendê-lo. Com todas as mudanças que estão por vir, vamos continuar empreendendo, modificando, produzindo, liderando, criando e organizando nossa vida de algum jeito. ”


A advogada explicou que por muito tempo a advocacia foi do advogado sozinho que fazia seu trabalho de maneira solitária. Mas tudo mudou para a colaboração, que ficou muito mais forte nos últimos anos. Ao falar sobre essa transformação a palestrante salientou que os advogados terão que se adaptar ao novo mundo, inclusive com a inclusão da robótica. “Teremos que exercer nossa capacidade de aprendizagem e nos desafiar a novas coisas. ”

Já com foco em outro assunto, desta vez a respeito da morosidade do Judiciário, o advogado e professor de São Paulo Darlan Barroso afirmou que a demora do processo não é boa para ninguém, nem para o advogado, nem para o jurisdicionado, não para a economia, com a perda de grandes investidores no Brasil.


“No Brasil cada juiz julga por ano 1600 sentenças e entram de 1400 a 2900 processos. Mas temos menos juízes que deveríamos e o maior litigando é o próprio Estado que se cumprisse suas obrigações e respeitassem os direitos dos jurisdicionados teríamos menos processos. Em segundo estão os bancos, envolvendo relações de consumo em ações que se multiplicam”, disse.

O palestrante comparou pontos do CPC de 1973 e o novo CPC/15 ao longo de sua apresentação. Para Darlan Barroso, falar para a Jovem Advocacia foi uma satisfação “porque é esse grupo de advogados que vai fazer o novo CPC vingar, porque percebemos que os advogados mais tradicionais e antigos talvez tenham uma certa dificuldade de interpretar o novo à luz do novo e queiram olhar para o velho. Então são esses doutores mais novos que serão os lutadores do novo CPC. ”

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