Debate

Violência Psicológica contra a Mulher é tema de live da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES e Rede Doctum




A convite da Rede Doctum de Ensino, a Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES participou de uma live, para debater o tema “Violência Psicológica contra a Mulher”. O evento foi transmitido ao vivo pelo Instagram da Comissão (@cma), na noite de terça-feira (31/08) e contou a presença de mais de 100 espectadores, dentre alunos da Doctum, advogadas e advogados.

Participaram do debate, a vice-presidente da OAB-ES e presidente da Comissão da Mulher Advogada, Anabela Galvão; a vice-presidente da Comissão, Juliana Pimentel Miranda dos Santos; o advogado, Fábio Marçal e o psicólogo e professor da Rede Doctum, Eduardo Miranda.

A vice-presidente da OAB-ES e presidente da Comissão da Mulher Advogada, Anabela Galvão, agradeceu a participação de todos, ao abrir a live.

“É com muita honra que abro esse evento da Rede Doctum com a ESA-ES, onde iremos discutir um tema muito importante, que é a ‘Violência Psicológica contra a Mulher’. Trouxemos três grandes profissionais para o debate”, disse.

A vice-presidente da Comissão, Juliana Pimentel Miranda dos Santos, falou sobre o tema. “A sociedade precisa falar da violência contra as mulheres. Não podemos nos calar. Precisamos encorajar as mulheres que sofrem qualquer tipo de violência, seja física, sexual, patrimonial, psicológica a pedir ajuda, buscando profissionais qualificados para as encaminharem para um processo de libertação da opressão e do terror vivido dentro de casa, muitas vezes. A verdade é que muitas sofrem de violência psicológica sem saber e outras, não sabem a quem recorrer. Nesta live, tive a honra de falar sobre violência psicológica, que agora é crime, estando embutida no artigo 147-B da Lei 14.188/2021, sancionada em 29/07/2021”, ressaltou Juliana.

Em seguida, o psicólogo e professor da Rede Doctum, Eduardo Miranda, levou sua experiência para o debate. “É um prazer representar a Rede Doctum e uma responsabilidade muito grande, falar sobre a violência contra a mulher e no contexto psicológico”, disse.

Eduardo explicou sobre o significado do tema. “A mulher agredida apresenta, geralmente, um histórico de agressão no curso de vida, uma frágil rede de apoio, baixa autoestima, dependência afetiva, social, financeira e comorbidades como depressão, estresse, ansiedade. O agressor apresenta um histórico, entende a violência como apenas uma forma de ‘ser homem’, tem problemas com autoestima, e é resultado de uma sociedade que dá subsídios para uma masculinidade tóxica”, disse.

O psicólogo ainda falou sobre a situação das mulheres e o machismo. “O agressor entende que sua ação é desencadeada pelo comportamento da companheira. Muitas vezes, a vítima é considerada culpada, por outros setores sociais também. Em suma, uma das principais causas é o machismo, as relações abusivas de poder. O combate à violência contra a mulher passa, necessariamente, por intervenções com os homens, para discutir o que é ‘ser homem’ e desconstruir noções arcaicas e preconceituosas sobre as mulheres. É preciso quebrar o silêncio”, afirmou Eduardo Miranda.

O advogado Fábio Marçal, que também participou do evento on-line, falou sobre o assunto. “A melhor maneira de combater a violência é falar sobre ela. A violência acontece em todos os âmbitos. Vivemos em um país machista e várias mulheres têm o comportamento machista. A vítima enfrenta diversas dificuldades como a barreira psicológica, a falta de apoio de outras mulheres, o medo e também, pensa nos filhos”, afirmou.

“Uma criança que assiste à cenas de violência doméstica durante a infância, pode se tornar um agressor no futuro ou uma vítima de agressão e achar normal conviver com essa situação. As crianças são as que mais sofrem com esse tipo de violência. Muitas vezes, como advogado, é difícil ajudar. É preciso ter muita sensibilidade para agir de maneira rápida e não colocar a vítima em risco”, pontuou o advogado.

Ao final, os participantes esclareceram dúvidas e responderam perguntas dos espectadores da live. “É muito importante que a mulher busque ajuda e seja orientada por advogados especialistas sobre o assunto, para tomar decisões acertadas”, declarou a vice-presidente da Comissão, Juliana Pimentel Miranda dos Santos.

“Quaisquer atos de violência contra a mulher é preciso denunciar, sim. Se virem algo, chamem os órgãos responsáveis. Precisamos defender essas mulheres que sofrem violência física e psicológica”, finalizou a vice-presidente da OAB-ES e presidente da Comissão da Mulher Advogada, Anabela Galvão.
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