Direitos Humanos

OAB-ES participa da abertura do projeto “A Galeria tem voz”, em Vila Velha




A convite da juíza Patrícia Faroni da Vara de Execuções Penais de Vila Velha, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, Manoela Soares, participou, na manhã desta quinta-feira (17/09), da abertura dos trabalhos do projeto “A Galeria tem voz” junto à Unidade Prisional da Penitenciária de Semiaberto de Cariacica.

A ação busca, mesmo durante a pandemia e o isolamento social, ouvir os internos que estão cumprindo pena no regime semiaberto, nas unidades prisionais de competência desta vara. “Esse projeto foi pensando em virtude do distanciamento social. Em tempos normais, o juiz fiscalizador de cada Unidade tem que inspecionar uma vez por mês. Nessa inspeção, percorremos o interior das galerias e escutamos os internos. Muitas vezes alguns ficam esquecidos, não têm advogados, não sabem quais seus benefícios e quando vão alcançar uma progressão de regime e seus direitos. Iniciamos esse trabalho com uma equipe muito boa e já é o terceiro atendimento. Tentamos fazê-los enxergar o quanto são dignos como seres humanos. Eu amo realizar esse trabalho de aproximação com os internos. Ouvir a voz, suas necessidades, orientar quanto aos seus direitos. Esse trabalho é humanizador já que eles são marginalizados pela sociedade. Escutamos, tentamos ajuda-los. Tenho prazer em trabalhar com execução e de poder fazer algo diferente para vida dessas pessoas. Tanto processual quanto pessoal”, explicou a juíza Patrícia Faroni.

O evento contou com a participação de membros do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, diretores de presídios, internos que cumprem pena nas unidades prisionais e representantes do projeto “hora de sair e voar”.

“Foi muito gratificante poder conhecer e participar deste projeto, onde a juíza fez uma fala acolhedora, colocou um louvor para todos ouvirem, concedeu a fala para uma médica que fez uma pequena palestra sobre questões de saúde e em seguida dialogou com os presos. Esta iniciativa é muito louvável e contribui com a ressocialização, ao passo em que volta os olhos e a atenção as pessoas presas, transmitindo informação, esclarecendo duvidas e possibilitando aos internos a oportunidade de falarem e serem ouvidos”, afirmou Manoela Soares.
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