Empoderamento

Evento na OAB-ES resulta em um debate importante sobre os desafios enfrentados pelas mulheres negras, latinas e caribenhas



Esta semana começou com um debate primordial no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo (OAB-ES) sobre a mulher negra. Na última segunda-feira, dia 25 de julho, foi realizado um evento para celebrar o Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza Benguela.

O encontro foi uma iniciativa das Comissões de Igualdade Racial e Comissão da Mulher Advogada. As temáticas deram luz ao feminismo negro, à saúde mental da mulher negra e às políticas públicas para a mulher negra. Também foram abordados assuntos referentes ao machismo estrutural, às imagens de controle, o assédio sexual e moral e, também, à representatividade.

A presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-ES, Hellen Tiburcio Tiago Marinho, deseja um futuro de autonomia e liberdade às mulheres negras. “Eu desejo que meninas negras possam sonhar com outros futuros e não só aqueles que estão socialmente dados a elas, a nós”, comenta.

Já a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES comenta sobre como incomoda a sociedade às conquistas das mulheres negras. “É que uma mulher negra no poder incomoda muita gente. E por que incomodamos? É porque aos poucos estamos desnaturalizando o lugar de submissão que foi construído para nós. Finalmente, o incômodo está indo para o lugar certo”, afirma.

Convidada para palestrar no evento, a psicóloga e psicanalista Flavia de Melo dos Santos falou sobre a saúde mental das mulheres negras. “Cuidar da saúde mental das mulheres negras deve ser uma política do Estado, pois significa fomentar a economia, a educação e a saúde, considerando que elas são protagonistas no emprego informal, no Sistema Único de Saúde e nas unidades de ensino; portanto representam a espinha política, econômica e social do Brasil”, explica.

A advogada criminalista e membra da Comissão de Promoção à Igualdade Racial da OAB-MG, Zaira Jesus Pereira, também convidada para palestrar no evento, falou sobre resistência e desigualdade. “Entendo que sonhos são para serem realizados. Portanto, vislumbro uma sociedade em que as mulheres negras vivam sua mulheridade de forma plena e sobretudo com sua identidade real, seja em seu estereótipo, intelecto e na sua ancestralidade”, comenta.

Além das presidentes das duas Comissões e do presidente da ESA-ES, Alexandre Zamprogno, o encontro contou também com a presença da Gerente de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado, Edineia de Oliveira; da diretora-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (CAAES), Eliaidina Wagna Oliveira da Silva; da presidente da CAAES Mulher, Edinalva Brito Gomes; da Conselheira e presidente da Comissão Especial de Direito Condominial, Leidiane Jesuino Malini; e Angelica Paineira, presidente da Comissão de Igualdade Racial da 2ª Subseção de Cachoeiro de Itapemirim.
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